No artigo anterior, vimos a necessidade de confiarmos em nós próprios, como fazer uma auto-análise para buscarmos o que nos falta e planejarmos como fazer aflorar nossas potencialidades adormecidas. Agora, iremos fazer uma breve reflexão acerca da crença na própria incapacidade.
Sempre que o ser humano se depara com uma situação de crise, onde precisa tomar algum tipo de atitude radical para mudar um padrão de comportamento (paradigma), a primeira sensação que vem à tona é a do medo da mudança. É muito mais fácil e confortável para qualquer pessoa manter-se no padrão de vida e de conduta que mantem até hoje. “Pra quê mudar? Estou muito bem assim” - muitos se justificam dessa forma. No dia a dia, isso funciona muito bem, mas no momento em que o indivíduo sente que está perdendo alguma coisa – espaço na sociedade, oportunidades de melhoria na vida profissional ou sentimental, grandes negócios, etc. - a atitude comodista começa a não se sustentar mais.
Lembro-me de quando eu estudava na primeira série do ensino médio. Àquela época eu tinha uma letra horrível, um verdadeiro garrancho. Mas não via nenhuma necessidade de mudar, pois ninguém reparava na minha letra. Foi preciso uma professora de português dizer que daria zero para alguns alunos que tinham a letra feia e ilegível, caso não melhorassem. Passei duas noites reaprendendo a escrever com um livro de caligrafia profissional. Quando entreguei o trabalho à professora, ela disse: “Hum, teve gente caprichando na letra, hein?” Eu sabia que o recado era pra mim. No final das contas, quem ganhou com a “pressão” fui eu, que incorporei uma caligrafia bonita e legível, que até hoje recebe elogios.
Na época, eu achava que não tinha capacidade de melhorar esse aspecto em mim. Mas bastou um pouco de pressão, dedicação e perseverança. O mesmo ocorreu com relação à timidez. Nessa mesma época, eu morria de medo de falar em público, mesmo que fosse só uma pessoa. A mesma professora de português – à qual eu agradeço por sua habilidade em extrair o melhor de mim – fez prova oral com a minha turma no fim do ano letivo, cujo tema era um clássico da literatura brasileira, não me recordo qual. Havia uma garota na sala, de nome Rose, pela qual eu nutria um amor platônico, e que era um destaque da sala em beleza e inteligência. Falar na frente dela, ou com ela, era como pular de bodyjumping: era, para mim, um esforço sobrehumano e uma mistura de emoções fortes que me deixavam sem controle do corpo. A tremedeira era inevitável!
Mas, neste dia, a professora fez uma pergunta sobre o livro que respondi corretamente. A professora instigou: “Já que você está sabendo sobre o livro, poderia nos falar mais sobre ele?” Com uma força desconhecida até então, levantei-me, fui para junto da mesa da professora e falei com um domínio incomum sobre o assunto – até porque havia estudado com seriedade. Rose estava na fila da frente e me olhava como quem dizia: “Ué? Ele fala?” Terminei de falar e voltei para a minha carteira com um sentimento de vitória que não esqueço até hoje.
Nunca tive nada com Rose, mudei de cidade e até de Estado, mas essa minha experiência serviu como base para minha crença em mim mesmo: não existe nada nesta vida que não possa ser realizada com um pouco de esforço, dedicação e perseverança.
Os tímidos têm dificuldade de expressão unicamente pelo fato de que se acham inferiores às demais pessoas. Isso se deve ao fato de, em muitos momentos da infância e adolescência, terem sido tolhidas com palavras como “você não pode, porque é criança”, “cale a boca!”, “quem você pensa que é?”, entre outras expressões restritivas. Claro que a causa não é só essa, mas a essência do problema se deve a proibições e bloqueios incutidos no subconsciente. A receita para superar essas idéias é bem simples: declare para si mesmo, ininterruptamente “Eu posso! Eu consigo! Já consegui!” e visualize durante algum tempo, todos os dias, de olhos cerrados, as cenas do que deseja realizar.
No próximo artigo, veremos os mecanismos mentais da visualização.
Até mais, seja feliz e tenha muito Sucesso!
Abstract:
it's necessary believe in ourselves to catch goals in our lives. The bigger obstacle to our development is the fear of the change. We believe that "I can't", but this is a lie that exists to maintenance of our confortable situation. Believe in your potential to change and change yourself! "Yeah, I can!" - few words that can change your life.
Marcadores: autoconfiança