E-Cajuhyna

Escrevendo o enredo de sua própria vida.

14 Fevereiro 2008

Mecanismos da Mentalização

No artigo anterior, sugeri um exercício mental para superar o sentimento de inferioridade e de incapacidade. Ela parece ser muito simples – e na verdade o é – e, por isso mesmo, a maioria das pessoas pensa: “Ora, é só isso? Não vai dar certo! É uma grande bobagem!” E será assim, enquanto você declarar que é.

Nossa mente trabalha dessa forma: estabelecendo o funcionamento do nosso mundo particular através de declarações. Isso vem sendo estudado pelos físicos quânticos há cerca de vinte anos e corrobora uma verdade fundamental do budismo: “O homem é aquilo em que acredita ser”.

Venho, nos últimos artigos, reiterando a necessidade de confiar na sua própria capacidade como ferramenta essencial para seu sucesso. Posso parecer repetitivo e enfadonho, mas essa é a mais pura realidade. Pergunte a qualquer pessoa que teve sucesso na vida se ele nunca acreditou que um dia alcançaria o patamar onde se encontra. Para chegarmos em algum lugar, precisamos definir para onde vamos. Mesmo que não saibamos onde fica, ao declararmos para onde queremos ir, chegaremos lá. Esse é o significado da conhecida máxima “Quem tem boca, vai a Roma”. Simples assim.

E como isso funciona? Podemos subdividir, para fins didáticos, a nossa mente em duas: consciente, que equivale a 5% da nossa capacidade mental e subconsciente, que detém os outros 95% (alguns autores chamam esta última de inconsciente). A mente consciente é a mente da vigília, nossa mente racional que analisa tudo o que vem a nós através dos sentidos corporais. Já a subconsciente trabalha nos bastidores, armazenando as impressões que passam pelo consciente. Nosso consciente funciona como um porteiro, permitindo ou não a passagem de pensamentos, sentimentos e impressões do mundo exterior para o nosso subconsciente. Como já disse, no consciente reside nosso raciocínio lógico. No subconsciente, sentimentos e emoções.

Dos dois, o subconsciente possui maior força – por motivos óbvios – além de ser responsável pelas nossas reações instintivas e pela regulação das funções do nosso corpo. Se vivemos sem nos preocuparmos com nosso batimento cardíaco ou com o fato de estarmos respirando ou não, tudo devemos – além de Deus – ao nosso subconsciente.

Trabalhando “no automático”, nosso subconsciente não faz análise do que lhe chega. Tudo para o subconsciente é “verdadeiro”. Quem rejeita uma idéia ou impressão é o consciente. Por assim dizer, nosso subconsciente age como uma criança facilmente impressionável, acreditando em tudo o que o consciente admitir: palavras, imagens, sons, impressões.

Quando lembramos uma cena de nosso passado, onde cometemos uma gafe ou “pagamos um mico”, como nos sentimos? Eu, por exemplo, muitas vezes me pego sentindo as mesmas sensações do dia em que aquilo aconteceu. A pele arrepia, sinto-me incomodado, pensando “que burrada”! Embora a situação tenha acontecido há muito tempo e as pessoas envolvidas nem se lembrem mais disso, no meu subconsciente aquele momento permanece vivo, como se fizesse parte do agora. Também lembranças boas, como os momentos com o(a) namorado(a) que mais marcou a nossa vida, ao serem trazidas à tona nos causam uma sensação agradável que melhoram sensivelmente o nosso humor e nos faz inclusive restaurar as energias para superar um problema atual.

Esse é o detalhe essencial: o que foi gravado com sentimento no subconsciente permanece vivo em nossa memória. Tendemos a gravar mais firmemente as coisas negativas do que as positivas dada a importância que costumamos dar a decepções e frustrações. Contudo, com um pouco de exercício, podemos mudar isso.

Portanto, visualizações e mentalizações funcionam usando desse princípio. Declare para si mesmo, com convicção e sentimento, aquilo que deseja, de maneira afirmativa. Observe que não devemos declarar coisa de forma negativa, tipo “Eu não quero que determinada coisa aconteça”, pois, ao invés de estarmos afastando aquilo que não desejamos, na verdade estamos lhe dando força de concretização, pois o estamos reconhecendo no subconsciente como algo real. Se você quer se livrar de dívidas, não diga “Quero que as dívidas sumam!”, pois você está admitindo que elas existem. O melhor seria dizer “Sou muito rico! Já paguei todas as dívidas!” Sim, você continua admitindo as dívidas como reais, mas também admite o poder de pagá-las.

Como todo exercício, as visualizações só darão resultados palpáveis na medida em que forem praticadas com seriedade, por período suficiente para que você admita a si mesmo que isso é a mais pura verdade. No próximo artigo, vamos nos desafiar a realizar o que desejamos usando nossa mente.

Desejo-lhe Sucesso!!

Retornando...


Após um longo período afastado do blog por diversos motivos - estou cursando uma graduação em Tecnologia de Redes de Computadores, que devo concluir neste semestre, e paralelamente numa pós em Administração de Redes Linux, que devo concluir no próximo semestre, o que me levou a viajar para Minas Gerais, além de estar envolvido em vários outros projetos, dos quais falarei oportunamente - estou retornando com novas idéias e temas. Claro que aproveito o ensejo para postar o tema prometido, "Mecanismos da Mentalização", e apresentar outros desdobramentos.
Esse período de afastamento também me permitiu ler outros livros e adquirir novos conhecimentos, que desejo partilhar com todos que visitarem o nosso blog.
Espero que aproveitem bastante e que possam colocar os conhecimentos em prática durante todo este ano de 2008.
Felicidades e muito sucesso para todos!

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